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Dúvida repentina

Dúvida repentina

by Justina Maria Santos Duarte Pereira Coutinho -
Number of replies: 5

Ao entregar o trabalho, pensei na informação que demos sobre os constutintes que podem desempenhar estas funções sintáticas e acho que está incompleta.

G preposicional e G adverbial - c. oblíquo

G preposicional, G adverbial e oração - modificador do GV

Creio que há orações substantivas relativas que podem desempemhar a função de c. oblíquo. Ex: Preciso de quem me ajude!

E, sendo assim, também temos de colocar as orações na informação inicial relativa ao C. Oblíquo.

 

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Re: Dúvida repentina

by Luís Filipe Redes -

Olá,

Vou estudar melhor o caso das orações substantivas relativas, mas, à partida, por serem substantivas, devem desempenhar funções nominais como sujeito, complemento direto e predicativo do sujeito ou do complemento direto, não oblíquo.

Até breve

In reply to Luís Filipe Redes

Re: Dúvida repentina

by Luís Filipe Redes -

Olá,

Eu estou errado. De acordo com o Ciberdúvidas, o que importa é que desempenhe uma posição argumental, isto é, que responda ao verbo.

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/oracao-substantiva-relativa-vs-oracao-adjetiva-relativa/32534#

Acharia mais lógico que se dissesse que o complemento indireto ou oblíquo inclui uma oração substantiva e não que o é:

O professor ofereceu o livro a (quem fez o melhor trabalho).

A preposição "a" não desempenha qualquer função na oração substantiva.

Diria que a oração substantiva é um grupo nominal integrado num grupo preposicional.

Com efetiva função substantiva seria:

(Quem fez o melhor trabalho) recebeu o livro.

O António foi (quem fez o melhor trabalho).

É a minha opinião, por agora, apesar do Ciberdúvidas, que vou ler mais atentamente.

In reply to Justina Maria Santos Duarte Pereira Coutinho

Re: Dúvida repentina

by Justina Maria Santos Duarte Pereira Coutinho -
Boa noite, Luís
Eu e a Maria José já conversámos e concluímos que se trata de um grupo preposicional - Preciso DE quem me esclareça! O que me confundiu é que tendemos a distinguir os grupo frásicos das orações.
In reply to Justina Maria Santos Duarte Pereira Coutinho

Re: Dúvida repentina

by Luís Filipe Redes -

Excelente! 

Retomando a formulação do DT, de que as substantivas relativas "ocorrem em" e não  "desempenham a função de", talvez devamos concluir que entram em modificadores e em outros complementos noutros níveis da frase. Por exemplo, como complementos do nome:

"Ela pediu a ajuda de (quem tinha a obrigação de cumprir essa tarefa).

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Re: Dúvida repentina || Novos contributos

by Filomena Viegas -
Boa tarde, colegas.

Venho trazer alguns contributos à reflexão sobre o vosso QUIZ e sobre a função sintática de complemento oblíquo.

Antes de mais, o vosso trabalho não precisa de que acrescentem na informação inicial que há orações com função sintática de complemento oblíquo. Na verdade, a definição de Complemento oblíquo no Dicionário Terminológico (DT2008) é muito próxima da vossa, como podem confirmar:
Complemento oblíquo
Complemento selecionado pelo verbo, que pode ter uma das seguintes formas:
- grupo preposicional que não é substituível pelo pronome pessoal na sua forma dativa ("lhe" / "lhes") (i-ii).
- grupo adverbial (iii).
- a coordenação de qualquer uma destas formas (por exemplo (iv)).
(i) O João foi [a Nova Iorque].
*O João foi-lhe.
(ii) O João gosta [de bolos].
*O João gosta-lhes.
(iii) O João mora [aqui].
(iv) O João vive [aqui ou em Lisboa]?

Além disso, uma vez que para a realização dos 10 exercícios do QUIZ que prepararam é suficiente a informação inicial que dão, acrescentar as orações substantivas e não as contemplar em nenhum dos exercícios vai confundir mais do que esclarecer quem responder ao QUIZ .

Sobre se as orações subordinadas substantivas relativas podem desempenhar a função sintática de complemento oblíquo, é a própria definição que encontramos no DT que o confirma, como podem ler no texto explicativo e no exemplo (v), uma variante do vosso, que marquei a amarelo.

Oração subordinada substantiva relativa
Oração subordinada substantiva que é introduzida por pronomes relativos como os listados em (i) e que pode ocorrer no mesmo contexto em que ocorrem constituintes que desempenham as funções sintáticas de sujeito (ii), de complemento direto (iii), de complemento indireto (iv), de complemento oblíquo (v) e de modificador do grupo verbal (vi). As subordinadas substantivas relativas podem ser finitas ou não finitas, consoante o verbo se encontre numa forma verbal finita ou não finita.

Exemplos
(i) quem, o que, onde, quanto
(ii) [Quem vai ao mar] perde o lugar.
(iii) O Luís procura [quem o ajude na escola].
(iv) O Pedro pede dinheiro a [quem tiver].
(v) O avô precisa de [quem cuide dele].
(vi) Ela compra roupa [onde calha].
 (In DT 2008)
 
Um abraço e até breve.