A partir da poesia de Cesário Verde, observar-se-á uma galeria de figuras caracterizadas pelo seu desempenho profissional: calceteiros, engomadeiras, varinas, lojistas, atrizes, coristas, negociantes, costureiras... A contemplação das personagens poéticas em interação será o mote para a problematização da identidade individual no mundo contemporâneo, uma época na qual cada um se rotula mais pelo que faz do que pelo que é singularmente. Será abordada uma combinatória vasta de preconceitos socias, em particular a aporofobia.