Olá,
Acho interessante que o aluno dê conta de que há palavras que têm relações de forma com outras apesar de a derivação ser de facto da ordem da diacronia, isto é, da etimologia e não tanto de processos atuais.
O DT define de forma restritiva o conceito de "família de palavras": Conjunto das palavras formadas por derivação ou composição a partir de um radical comum.
Assim, alguns exemplos problemáticos:
Leitura não deriva de ler mas sim de lēctūra em latim, que deriva por sua vez de uma forma do verbo lego (legō, legere, lēgī, lēctum).
Escritor não deriva de escrever, mas sim de scriptor em latim. E este deriva do verbo scribo (scrībō, scrībere, scrīpsī, scrīptum)
Felicidade também já existia em latim como felicitas que deriva de felix. Tanto feliz como felicidade derivam de felix, mas isto é história da língua e não corresponde ao conceito de família de palavras. Destas palavras se poderá dizer que têm o mesmo étimo, mas, nem sempre, o mesmo radical (asserção a discutir).
Contudo, é interessante que os alunos observem esta proximidade entre palavras que têm a mesma origem. Mas de que maneira o fazer sem confundir etimologia com derivação e composição?